REGULAMENTO

Regras de utilização do Parque de Estufas
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
REEQ/824/BIO/2005

1. Objectivos
(i) O Parque de Estufas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) é uma infraestrutura que permite a simulação de diferentes condições ambientais para a produção, monitorização e aclimatização de plantas terrestres, assim como a obtenção e manutenção de inóculo endomicorrízico.
(ii) O parque de estufas permitirá a produção de plantas para fins didácticos e projectos de investigação, nomeadamente estudos bioquímicos, fisiológicos e reprodutivos relacionados com a adaptação das plantas a mudanças climáticas e edáficas. A infra-estrutura está particularmente adequada ao estudo da rizosfera e das interacções entre o solo e as plantas. A produção de plantas e de inóculo endomicorrízico permitirá ainda o desenvolvimento de tecnologias experimentais aplicadas aos programas de reabilitação de habitats e de migração assistida.

2. Responsabilidade
O Parque de Estufas da FCUL tem um Coordenador, professor ou investigador doutorado na área da Biologia Vegetal, que representa junto da direcção da FCUL os interesses dos utilizadores do Parque de Estufas.
Este coordenador tem a assessorá-lo um técnico responsável pelos trabalhos de manutenção do espaço de investigação.
Cabe ao Coordenador:
(i) definir as características ambientais, dentro de cada módulo da estufa de acordo com os projectos ali a desenvolver
(ii) apresentar um plano de ocupação anual.
(iii) apresentar um relatório anual sobre as actividades desenvolvidas e o estado da infra-estrutura
Cabe ao Técnico responsável:
(i) zelar pela manutenção das características ambientais definidas em cada módulo da estufa
(ii) alertar o Coordenador para qualquer incumprimento por parte dos utilizadores do Parque de Estufas.

3. Manutenção
A limpeza das estufas deve estar a cargo de pessoal especializado, contratado para o efeito e acordado entre o Coordenador e a direcção da FCUL.
A manutenção das características ambientais do Parque de Estufas é assegurada pela firma CultiRosa que as montou, mediante contrato anual assegurado pela FCUL.

4. Utilizadores do Parque de Estufas
As Estufas são de uso colectivo mas a sua utilização deve ser sempre solicitada por escrito ao Coordenador que decide sobre a prioridade de utilização.

Os utilizadores podem ser:
(i) Professores da FCUL e estudantes (de 1º 2º e 3º Ciclo), desde que sob a responsabilidade de um professor da FCUL, e acordado pelo Coordenador.

(ii) Professores de outras Unidades da UL podem usar as estufas desde que tenham um professor da FCUL como participante do projecto de Investigação ou de Ensino e desde que acordado pelo Coordenador.

5. Critérios de prioridade
Dá-se prioridade, em ordem decrescente, aos projectos relativos a:
a) Projectos no âmbito dos objectivos de construção do Parque de Estufas
b) Teses de doutoramento e mestrado no âmbito dos objectivos acima referidos
c) Outras teses de doutoramento
d) Trabalhos diversos com estudantes de Graduação ou Pós-Graduação
e) Outros de qualquer natureza
A definição de uso entre professores é determinada por ordem de solicitação por escrito ao Coordenador das Estufas.

6. Implantação do projecto
A implantação de qualquer projecto deve ser comunicada ao Coordenador com uma antecedência mínima de 20 dias relativa à data de início do projecto. Devem ser fornecidos os seguintes dados pelo professor responsável do projecto de utilização:

a) Nome do professor responsável pelo projecto;
b) Nomes dos estudantes a envolver;
c) Título ou sinopse do trabalho a ser desenvolvido /orientado;
d) Área física ocupada dentro da estrutura desejada;
e) Tempo de permanência na estrutura;
f) Lista dos responsáveis pela condução e manutenção, bem como outras informações relevantes;
g) A definição da estrutura a ser utilizada.

Se o projecto não tiver sido implantado, passados quinze (15) dias do vencimento do prazo fornecido pelo professor responsável pelo projecto para uso da Estufa requerida, será considerado que o Prof. não mais necessita de usar a mesma e o seu pedido será considerado sem efeito.

7. Responsabilidades dos utilizadores
Uma vez definida a necessidade de utilização e tendo sido aceites as datas de uso predefinidas, cabe ao professor responsável pelo projecto informar os seus alunos, investigadores ou colegas sobre as normas de utilização, sendo ele responsável pelo cumprimento das normas estabelecidas.
Como as estufas são de uso comum, não pode ser implantado qualquer projecto que possa influir negativamente sobre aqueles que estão instalados. O seu efeito sobre projectos que venham a ser instalados futuramente pode condicionar a sua continuação.
Deve-se procurar optimizar o delineamento experimental e a localização das parcelas nas bancadas, evitando-se o comprometimento da área física de forma desnecessária.
A condução e manutenção dos projectos serão de responsabilidade do Professor responsável pelo projecto.
As estufas, devem ser mantidas limpas, fechadas em perfeitas condições de uso, cabendo ao Prof. Responsável pelo projecto a comunicação ao técnico responsável e ao Coordenador, sobre eventuais problemas ocorridos.
Depois da conclusão do projecto, o Prof. Responsável pelo projecto deve:

• Promover a limpeza de todo o material (ex.: planta, solo, vasilhame, entre outros) deixando a área experimental utilizada, apta à implantação de um novo projecto.

• Realizar a limpeza da área de acordo com as normas indicadas pelo técnico responsável e previamente especificada pelo Coordenador das Estufas.

• Se o Prof. Responsável pelo projecto verificar que necessita de mais tempo para a permanência nas Estufas deve encaminhar para o Coordenador das Estufas, num prazo mínimo de 30 dias, a possibilidade da expansão cronológica do projecto.

• O não cumprimento desta regra, implica a limpeza de todo o material existente sobre as bancadas, 20 dias após o prazo solicitado e acordado anteriormente.